Eu já esperava que um dia fosse cruzar seus olhos
E num relance perceber neles um espelho
Da alma que te vendi a prestações
Não é que acredite em destino ou coincidência
Somente no tempo que não segue uma ordem
Mas que entrecortado sempre faz sentido
Eu vi em ti uma porta de saída
Para o meu breu insistente de incertezas
Trazendo um lufar morno de ternura
Para quem já tinha feito da ciência a sua lei
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
No papel sou livre
Este poema não tem rima nem métrica
A rigor nem poema é
Nem tem a pretensão de ser lido e compreendido
Porque a liberdade é algo pessoal e que não se compreende
Eu mesmo tentei entender minha liberdade e me frustrei
Porque dentro das quatro linhas da vida ela não existe
É preciso ser marginal para sentí-la
Mas não um criminoso, apenas aquele que burla as leis da compreensão
Porque liberdade é não compreender o mundo
Principalmente a você mesmo, ainda que apenas intuitivamente
E mesmo assim, estar sempre a seu favor.
A rigor nem poema é
Nem tem a pretensão de ser lido e compreendido
Porque a liberdade é algo pessoal e que não se compreende
Eu mesmo tentei entender minha liberdade e me frustrei
Porque dentro das quatro linhas da vida ela não existe
É preciso ser marginal para sentí-la
Mas não um criminoso, apenas aquele que burla as leis da compreensão
Porque liberdade é não compreender o mundo
Principalmente a você mesmo, ainda que apenas intuitivamente
E mesmo assim, estar sempre a seu favor.
Instinto
Às vezes eu me pergunto se o coração que trago em meu peito me pertece
Ou se é parte do cosmos que se instalou em mim
Por que é tão grande a vontade aqui dentro?
Por que ele não aceita seu tamanho ínfimo na caixa torácica do universo?
Meu coração não pára de buscar e não é por cobiça
É uma vontade alheia a qualquer interesse tangível
É um eterno recomeçar de pontos zeros que ele mesmo cria
Que não são resultados de vitórias ou derrotas
Mas apenas pontos de partida do eterno vagar em círculos
Que é viver
Por isso eu peço, coração, nunca sossegue
Que bata forte até os meus últimos dias
Porque se bateres mais suave que meus desejos
É porque meus últimos dias já chegaram.
Ou se é parte do cosmos que se instalou em mim
Por que é tão grande a vontade aqui dentro?
Por que ele não aceita seu tamanho ínfimo na caixa torácica do universo?
Meu coração não pára de buscar e não é por cobiça
É uma vontade alheia a qualquer interesse tangível
É um eterno recomeçar de pontos zeros que ele mesmo cria
Que não são resultados de vitórias ou derrotas
Mas apenas pontos de partida do eterno vagar em círculos
Que é viver
Por isso eu peço, coração, nunca sossegue
Que bata forte até os meus últimos dias
Porque se bateres mais suave que meus desejos
É porque meus últimos dias já chegaram.
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